terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sobre a família Cristã


Repensar a organização familiar faz parte da tarefa diária para todos aqueles sobre cujo ombros pesa a responsabilidade de contribuir com o desenvolvimento humano. Organização pensada e criada por Deus para ajudar o homem de forma a que se desenvolvesse física-intelectual e moralmente, agregando ai também o crescimento do espírito, a família é esse núcleo onde o homem nasce, cresce se desenvolve e morre. Pensar pois a organização e desenvolvimento da família é contribuir para o melhor ordenamento da sociedade e uma maior ampliação da vivência do sentimento religioso.
Na idade moderna, com o desenvolvimento económico, deu-se uma nova feição à condução da família, desde a sua formação, até os passos mais concretos de sua constituição. Como forma moderna de ser a família de nossos dias dispensa até a presença de um dos cônjuges, já que produções ditas independentes", dispensam a presença do Pai e o fruto de uma inseminação artificial é criado como filho só da mãe, auto suficiente que deturpa na criança informação dissociando a necessidade do referencial masculino e assim o filho sem esse esteio na personalidade, cresce ignorando a realidade de um lar.

A falta da pratica religiosa e sua efetiva observância no lar. leva o individuo ao desconhecimento total de si mesmo. Nessas circunstancias a religião seria o alimento que daria uma performance de espiritualidade e amor, não existindo estes pressupostos básicos de organização familiar fé amor pai e mãe e disposição de cuidar e educar com toda a responsabilidade que isto implica, não sendo desta forma, não se pode esperar que a sociedade possa contar com cidadãos aptos a bem servir a organização social politica e religiosa do estado.

Dom Augusto
Bispo da ICAI-TS

Casamento de segunda união (ou de divorciados)

A Igreja Católica da Tradição Salomoniana por seus estudiosos da Doutrina da Escritura sobre a união do homem e da mulher a que se denomina – Matrimônio ou união conjugal – Casamento etc. compreende que o vinculo sacramental expresso pela manifesta vontade dos cônjuges em presença de testemunhas e da comunidade e em ato de consagração a Deus do Amor que sentem um pelo outro e do desejo de viver em comunhão buscando cada um a felicidade do outro.
A realização de tal projeto entretanto algumas vezes sofre as injunções do mundo exterior que lamentavelmente interfere na vida do casal, vindo desaguar na separação de ambos e dissolução da família então constituída. Quando esgotado os recursos para manter a união do casal a Igreja tem o dever de manter o cuidado com almas daqueles a quem teve a felicidade de unir sacramentalmente não os deixando a própria sorte.
Devido o papel de mãe e mestra a igreja transmite pela assistência religiosa orientação aos que se separam para que não se afaste de Deus e dos seus filhos dos quais não se apartem nunca.
Ora Irmãos, consumada a separação e da natureza do homem que surja outro interesse ou sentimento por outra pessoa. Neste caso a Igreja não pode negar a estes o direito de uma nova vida e uma oportunidade nova que lhe é oferecida pelo próprio Deus através do amor. Sabendo que o Amor é dom de Deus ninguém pode amar a não ser que o Senhor lhe faculte tal sentimento; dai compreende-se que a benção a este novo amor não pode ser negada. Por isso a nossa Igreja, oferece a Benção Matrimonial aos fieis que buscam a segunda união (casamento de Divorciados) para assim perpetuar a Benção de Deus a essa nova família e aos filhos que gerar.
A cerimônia obedece ao rito normal e é precedida da preparação e apresentação dos documentos de praxe.
Que o Senhor mantenha sempre unidos aqueles que abençoôu pelo sacramento do Matrimonio. Amém!


Dom Raimundo Augusto
Contato: (75) 3623-4699

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Semana da Família


Meus irmãos,

Celebra-se nesse próximo domingo dia 14/08 o Dia dos Pais. Deixando de lado todo o apelo comercial da data utilizada por nossa sociedade consumista com mais uma oportunidade para a movimentação financeira do comercio e aquecer a economia. Mas, considerando o carater espiritual da comemoração, devemos lembrar da figura paterna como aquele que todo dia desempenha na vida dos filhos, relevante papel de protetor, defensor, criador, mantenedor e amigo de todos os momentos.

Representa na Sociedade conjugal aquele parceiro sem o qual é impossivel formar-se a familia, observando-se os meios naturais de procriação. Nesse mister o homem chamado a tal vocação, recebe de Deus um dom especial que o torna representante do próprio Deus.

O Pai muitas vezes é execrado quando no desempenho do papel de esposo sua relação com a companheira sofre solução de continuidade, resultando dai na separação dos tais. Nestes casos, o grande erro que se comete é separar os filhos do Pai por que o casamento não deu certo, a figura Paterna é de fundamental importância para formação do carater do filho. assim, no Dia dos Pais que haveremos de considerar?

Consideramos este homem que doa de si a parcela para a formação do filho e que dai vem o mérito de sua missão, lembramos que muitos deles se dão ao trabalho exaustivamente para manter e dar sentido a vida dos seus filhos. Seus exemplos, seus ensinamentos e cuidados, nos fazem lembrar de tudo quanto devemos a estes heróis. Agradecemos pois a Deus pela vida e pela história de nossos queridos pais, os quais tanto contribuem para a nossa felicidade.

Parabéns Papai
!

Dom Augusto

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Infidelidade virtual....


Infidelidade virtual

“Ouvistes que foi dito: “Não cometerás adultério”. Ora, eu vos digo: todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possui-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.” Mt 5,27-28

Meus irmãos,

Muito se tem conversado e escrito, sobre um determinado site que na internet estimula as pessoas a traírem seus parceiros em relações pela rede, indo de simples flerte até o sexo virtual. Discute-se sobre se tau pratica se constitui ou não uma traição conjugal ou um ato de infidelidade a um parceiro de relacionamento.

Na verdade não fora o permisivismo imperante no nosso tempo, tal hipótese nem seria discutida, como pode um cristão discutir que tais distrações possam ser considerados normais e não se constitui uma grave falta para com Deus e nem com aquele que compartilha a vida e os sentimentos? Na atual realidade interpretativa desta moral nossa, o ato não se consubstanciou fisicamente ficando apenas na pratica individual e solitária do prazer dado largas somente as mais esdrúxulas fantasias, entretanto meus irmãos o que dizer do texto que ilustra o pensamento do nosso Salvador Nosso Senhor Jesus Cristo?

Meus irmãos, o verdadeiro amor se pauta não pelo prazer mas pela felicidade da essencialidade do outro em nossa vida, o prazer de compartilhar com o outro, os sentimentos alegrias e tristezas, compartilham a vida. Assim sendo não se compreende que quem verdadeiramente ama precise buscar por vias tão irreais uma satisfação que apenas atende a concupiscência da carne.

Por isso meus irmãos e irmãs, mesmo aqueles que ainda não estão comprometidos ou aqueles que namoram é salutar tais praticas virtuais uma vez que se constitui apenas vícios sexuais, uma prevaricação pecaminosa, por ser vicio apenas e segundo a palavra “os viciados não verão a face de Deus”.

Dom Augusto

sexta-feira, 22 de julho de 2011

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Da homofobia e união civil das pessoas com opção sexual diferente

Meus irmãos,


Muito se tem falado sobre este tema, às vezes com ânimos acirrados que desaguam em polémica esteril ou agravos desnecessários.
Os que postulam pelo reconhecimento do direito de ser diferente na opção sexual apresentam suas razões oferecendo o preconceito e as agressões sofridas desde a família até o meio social onde vivem, como motivo para que seus direitos sejam reconhecidos e respeitados.
Os que se posicionam ao contrário, se colocam muitos dos tais abrigados, no ensinamento religioso que deturpado, resultou na homofobia defendida até por quem não poderia no interesse próprio, defende-la.
Meus irmaõs, o Direito Universal do homem declarado e aceito universalmente não permite que qualquer minoria sofra repressão, perseguição ou combate no seu direito de existir e de livremente manifestar-se face a sociedade, dentro dos limites do direito natural da coexistencia pacifica dos diferentes assim sendo, a legislação civil brasileira, ao reconhecer o direito de pessoas do mesmo sexo de estabelecerem entre si sociedade que lhes preserve os direitos de coexistir não fere o principio que estabelece o Matrimônio como Sacramento da união entre um homem e uma mulher para a formação da família e dai gerar filhos formando a sociedade familiar.
Ora irmãos vivemos um tempo de extrema dificuldade para o cristão e para os que lutam por uma sociedade justa e fraterna, defronta-se derrepente com certas estratégias de alienação, por desvios do verdadeiro objetivo do ideal daqueles que crêem, para que com temas subjetivos, destruir e confundir a razão e fazer com que não percebam mais que há razões maiores com as quais nos devemos preocupar como por exemplo a Educação, Saúde, Trabalho, Segurança, Família e outros tantos que dependem de leis menos polémicas, mais, que não atendem aos interesses das classes dominantes no Brasil, o "petismo", e por isso não entram na pauta das decisões mais urgentes e dão lugar a que temas de fundo polémico e carater controverso sejam levados à ordem do dia e assim distraidos não percebamos os que sofrem fome e sede de justiça.
Oremos para que Deus nos abenções e não sejamos mais massa de manobra dos que só pensam no poder e usam os negros, os homossexuais, os aposentados, e outros como estandarte para manter-se no poder.

Dom Augusto

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Semana de Oração pela unidade dos Cristãos...

A partir da celebração da Ascensão do Senhor, a Igreja prepara-se para celebrar o dia de Pentecostes, festa maior da Igreja onde a descida do Espírito Santo da partida a grande peregrinação da Igreja rumo ao céu, onde o Senhor foi prepara-nos um lugar. Tendo consciência da necessidade de formamos a família dos Filhos de Deus a Igreja vem Povo de Deus, ao longo dos séculos procurando dirimir as duvidas e quebrar os obstáculos que separam a família cristã. As grandes divisões ocorridas no cristianismo não foram suficientes para impedir que continuemos vivendo a esperança de realizar os desejos do Senhor Jesus em João 17 a da formação deste rebanho único redil de esperança da Salvação para toda esta sofredora humanidade.
Quando em 1936 um grupo de cristãos sob a orientação do Reverendo Salomão Ferraz formam o movimento Católico Livre o faz exatamente por pensar que o desejo do Mestre Divino deva se realizar neste tempo profético, onde a esperança renovada naqueles corações tenta viver as diferenças estabelecer sob a orientação do Bom Pastor um pequeno rebanho de ovelhas fieis e sonhadores da unidade.
Agora nesta semana de oração no aguardo do dia de Pentecostes a velha chama sempre re reacende em nossos corações ornando-nos da coragem para pedir perdão por vivermos separados, coragem para abrir os braços e acolher o irmão que embora diferente é igual na pratica do verdadeiro Amor.
Que sejamos pois um no Cristo como ele e o Pai são também um.

Deus nos abençoe!

Dom Raimundo Augusto
Bispo Diocesano da Igreja Catolica
Apostolica Independente de Tradição Salomoniana